Arte Viva


 

Não existe ninguém

Melhor que você

Pra me fazer tanto bem

(por Angela Maria)



Escrito por FernandaSophia às 21h00
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Pensando em me ou não

Perfeito MESMO pra fazer música

é pensar em você meu amor



Escrito por FernandaSophia às 23h30
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Muito Lindo!!

Quem não gosta de ser amado? Ser paparicado? Receber atenção
>especial, presentinhos e beijinhos doces?
>Quem não gosta de surpresinhas gostosas, beijo na boca e abraços
>apertados?
>Quem é que de livre e espontânea vontade prefere a solidão a uma boa
>companhia?
>Ora, todo mundo quer uma boa companhia e de preferência para o todo
>sempre. Mas conviver com essa "boa companhia" diariamente por 3, 5,
>10, 15, 25 anos é que é o difícil.
>No começo dos relacionamentos e até 1 ano de vida amorosa, tudo são
>mais ou menos flores, (se o seu relacionamento tem menos de um ano e
>já é mais de brigas e discussões, caia fora dessa fria). Não adianta
>você dizer que depois de três meses apenas que "encontrou o amor de
>sua vida", porque o amor precisa de convivência para ser devidamente
>testado.
>Nesse mundo maluco e agitado, as pessoas estão se encontrando hoje,
>se amando amanhã e entrando em crise depois de amanhã. Uma coisa
>frenética e louca, que tem feito muita gente que se julgava
>equilibrada perder os parafusos e fazer muita besteira.
>Paixão, loucura e obsessão, três dos mais perigosos ingredientes que
>estão crescendo nos relacionamentos de hoje em dia por causa da
>velocidade das informações e o medo de ficar sozinho.
>As pessoas não estão conseguindo conviver sozinhas com seus
>conflitos, vícios e qualidades, e partem desesperadamente para
>encontrar alguém, a tal da alma gêmea, e se entregam muitas vezes
>aos primeiros pares de olhos que piscam para o seu lado. Vale
>tudo nessa guerra, chat, carta, agência, festas e até roubar o
>parceiro de alguém. É uma guerra para não ficar sozinho.
>Medo, medo de se encarar no espelho e perceber as próprias
>deficiências, medo de encarar a vida e suas lutas. Então a pessoa
>consegue alguém (ou acha que está nascendo um grande amor), fecha os
>olhos para a realidade e começa a viver um sonho, trancado em si
>mesmo, nos quartos e no seu egoísmo, a pessoa transfere toda a sua
>carência para o(a) parceiro(a), transfere a responsabilidade de ser
>feliz para uma pessoa que na verdade ela mal conhece.
>Então, um belo dia, vem o espanto, vem a realidade, o caso melado, o
>"falo amor" acaba, e você que apostou todas as suas fichas nesse
>romance fica sem chão, sem eira nem beira, e o pior: muitas vezes
>fica sem vontade de viver.
>Pobre povo desse século da pressa!. Precisamos urgentemente voltar o
>costume "antigo" de "ter tempo", de dar um tempo para o tempo nos
>mostrar quem são as pessoas. Namorar e conhecer, e reconhecer, é
>época de pesquisas, de reconhecimento.
>Se as pessoas não se derem um tempo, não buscarem se conhecerem
>mais, logo em breve teremos milhares de consultórios lotados de
>"depressivos" e cemitérios cada vez mais cheios de "suicidas"
>cansados de si mesmos.
>Faça um bem para si mesmo e para os outros, quando iniciar um
>relacionamento procure dar tempo para tudo: passeie muito de mãos
>dadas, converse mais sobre gostos e preferências, conheça a família
>e mostre a sua, descubra os hábitos e costumes.
>Parece careta demais?
>Que nada, isso é a realidade que pode salvar o relacionamento e
>muitas vidas. Pense nisso e se gostar, passe essa mensagem para
>frente quem sabe se juntos, não ajudamos alguém carente de amor a
>encontrar um motivo para ser feliz.
>Muita pretensão?
>Não, só vontade de te ver feliz. Eu acredito em você! E acredito no
>amor que faz bem.....
>
>
>
>Da sua amiga,
>Carla Leal



Escrito por FernandaSophia às 19h37
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Fui até a janela, vi uma estrela no céu é você sorrindo? 



Escrito por FernandaSophia às 18h19
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Meu Ideal Seria Escrever...

Rubem Braga


Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente  naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que  chegasse a chorar e dissesse -- "ai meu Deus, que história mais engraçada!". E  então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a  história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de  vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse  admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria -- "mas essa  história é mesmo muito engraçada!".

Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a  mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido  pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação  da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da  história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo  de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.

Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse --  e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos  limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de  ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aqueles pobres mulheres  colhidas na calçada e lhes dissesse -- "por favor, se comportem, que diabo! Eu não  gosto de prender ninguém!" . E que assim todos tratassem melhor seus empregados,  seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse  atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago  -- mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto  surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio  e muito velho dissesse: "Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em  toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não  pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou  aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve  ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é  divina".

E quando todos me perguntassem -- "mas de onde é que você tirou essa história?" -- eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua,  de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar  assim: "Ontem ouvi um sujeito contar uma história...".

E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em  um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está  doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.



Escrito por FernandaSophia às 18h27
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